quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Resenha do filme: Apocalypto (dirigido por Mel Gibson)

E aew galerinha do 7º ano (Érico)...
Conforme combinamos, segue alguns comentários do filme (cenas) que assistimos em sala de aula (20 de agosto de 2014).
Espero que gostem  do material que postei especialmente para vocês!
Quem quiser assistir o filme completo, segue o link a baixo.  Abraços a todos (as):
 
https://www.youtube.com/watch?v=JvA0Hs07KMQ

(Bastidores das gravações)

O filme se passa em um determinado período da era pré-colombiana onde nos são apresentados jovens caçadores de uma aldeia. Seus rituais, o modo de caçar, a coesão entre eles, e principalmente, os laços de amizade e família. O diretor nos faz adquirir simpatia pelos caçadores, dando um aspecto bem tranquilo e familiar aos personagens.
 

Jaguar Paw, seu pai e dois amigos da tribo
 
Tudo fica calmo durante quase 1/3 do filme, sempre mostrando os aspectos comuns dos aldeões.

Então, como só um cineasta poderia representar, surgem os “vilões”. Homens mais preparados para o combate, caçadores cruéis e ágeis, armados e, ainda, agraciados com o fator surpresa. Estes invasores vem como só a morte poderia chegar: fria, rápida e calculista, sem poupar suas vítimas. Liderados por um violento guerreiro, eles conseguem subjugar toda a aldeia, com o preço de muitas vidas. Mulheres, crianças, nada foi poupado ante a passagem dos algozes.

Um fato interessante, que só se percebe mais a frente, é que a nação assassina e violenta é, na verdade, a civilização Maia, um dos maiores expoentes entre os povos pré-colombianos.


Caçadores Maias
Assim, após uma longa travessia pela floresta, envolta em tensão e tortura, os homens e mulheres aprisionados são apresentados a uma realidade totalmente diferente daquela a que estão acostumados. Eles se deparam com uma cidade gigantesca, com pessoas comercializando, dotada de uma clara hierarquia, onde as pessoas parecem viver em harmonia, conscientes de seu papel dentro desta sociedade. 

Mulheres Maias
Os homens cativos são encaminhados para um local diferente das mulheres. Elas são negociadas, ao passo que os homens mais fortes são selecionados para participar de um ritual. É neste ponto que somos apresentados às pirâmides maias. Mel Gibson consegue mostrar a grandiosidade da arquitetura deste povo, além de expressar a necessidade dos sacrifícios para melhorar as colheitas e agradar ao deus do Sol, Kulkulkan. Gibson faz parecer que as mortes (onde os corações são arrancados e expostos, e as cabeças cortadas, para depois serem arremessadas por escadaria abaixo) são uma constante nos hábitos deste povo, também deixando transparecer que aqueles que não participam do ritual são, na verdade, verdadeiros admiradores do sangue e da morte. Vale ressaltar que a visão da época, segundo muitos historiadores, era outra, pois havia a crença da necessidade dos sacrifícios rituais para que o povo continuasse a prosperar. O contraste entre as duas nações é gritante, ressaltada pela presença de uma outra aldeia destruída, onde os sobreviventes vagueiam pela floresta como zumbis, silenciosos e sinistros.

Caracterização impecável: notem os dentes e a maquiagem
 O filme culmina com a fuga de Jaguar Paw, um personagem dotado de coragem e força inspiradoras. A perseguição que se segue a esta fuga é motivada pela morte do filho do guerreiro chefe Maia, provocada por Jaguar.

Reconstituição de uma pirâmide Maia

As lições de vida que Jaguar Paw recebeu de seu pai, morto por um dos Maias, são usadas em sua escapada, mostrando adaptação e grande vigor contra seus perseguidores. O fugitivo tem em sua família (mulher e filho que estão presos em um fosso) a inspiração para continuar  tentando se manter vivo. Após várias mortes (sempre ladeadas de muito sangue e violência), Jaguar finda em uma praia na qual ele e seus atacantes se deparam com navios espanhóis. Os atacantes ficam estagnados diante da grandiosidade das naus e, aproveitando, Jaguar foge e salva sua família.
O fim do filme sugere que Jaguar percebeu a malignidade nos espanhóis, indo para o interior da floresta.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

A PRÉ-HISTÓRIA (Resumo)

A Pré-História ainda não foi completamente reconstruída, pois faltam muitos elementos que possam permitir que ela seja estudada de uma forma mais profunda. Isso ocorre devido à imensa distância que nos separa desse período, até porquê muitas fontes históricas desapareceram pela ação do tempo e outras ainda não foram descobertas pelos estudiosos.

Nesse trabalho, o historiador precisa da ajuda de outras ciências de investigação, como a arqueologia, que estuda as antiguidades, a antropologia, que estuda os homens, e a paleontologia, que estuda os fósseis dos seres humanos. Tais ciências estudam os restos humanos, sendo que, a cada novo achado, podem ocorrer mudanças no que se pensava anteriormente. Assim, podemos afirmar que a Pré-História está em constante processo de investigação.


A Pré-História está dividida em 3 períodos:

  • Paleolítico (ou Idade da Pedra Lascada) que vai da origem do homem até aproximadamente 8.000 a.C.
  • Neolítico (ou Idade da Pedra Polida) que vai de 8.000 a.C. até 5.000 a.C.

O Período Paleolítico


A chamada Antiga Idade da Pedra ou Idade da Pedra Lascada marca o primeiro e mais longo período da História, pois abrange os tempos desde o aparecimento do homem até aproximadamente 12 a 8 mil anos atrás.

Sua denominação provém do uso da pedra lascada como instrumento de trabalho predominante nesse período. Estes instrumentos, embora rudimentares, representavam naquele momento histórico um avanço tecnológico, pois o homem, através do seu trabalho, utilizando sua capacidade racional, fabricava suas primeiras ferramentas.


O Paleolítico é marcado também pelo fenômeno da glaciação (ação exercida sobre a superfície da Terra pelas geleiras). O predomínio do clima frio fez com que o homem vivesse em cavernas e conquistasse o controle sobre o fogo, fator decisivo para sua sobrevivência. O domínio do fogo possibilitou ao homem do Paleolítico uma melhoria significativa em sua qualidade de vida, na medida em que lhe permitiu afugentar animais selvagens, assar sua carne e aquecer-se do frio rigoroso.
O homem torna-se um "criador" e começa a se distinguir dos outros animais através do uso da razão e da ação sobre a natureza. Nesse momento, o homem ainda vivia em bandos, sua vida era nômade, baseada em uma economia coletora que consistia na caça, na pesca e na coleta. O homem aproveita os recursos que a natureza lhe oferece para garantir seu sustento através da cooperação, da ação em conjunto e, principalmente, do aprendizado social. Nenhum homem nasce sabendo caçar, proteger-se do frio e dos outros animais, ou ainda, construir abrigos, ferramentas e utensílios. Somente através da observação e da aprendizagem o homem foi capaz de elaborar seus conhecimentos e fazer a sua própria história.
Portanto, a união e o trabalho coletivo tornavam-se necessários para a sobrevivência do grupo. Desta forma, podemos observar, na organização das comunidades primitivas, a divisão sexual das tarefas: as mulheres dedicavam-se à coleta e à educação das crianças, enquanto os homens saíam à caça. No período Paleolítico, as mulheres e as crianças encontravam-se em pé de igualdade com os homens, não havendo qualquer distinção, de forma que as tarefas eram divididas apenas com a finalidade de garantir a organização do trabalho comunitário. Sua religião, portanto, foi caracterizada pela ausência de deuses. Possuía um caráter animista (acreditavam em forças da natureza), já que a crença em um deus significaria a existência de um ser superior, contrariando a idéia de igualdade social.



O período Neolítico

Também chamado de Idade da Pedra Polida (por causa de alguns instrumentos, feitos de pedra lascada e pedra polida), é o período da Pré-História compreendido aproximadamente entre 12000 a.C. e 5000 a.C. Durante este período surge a agricultura, e a fixação inerente ao cultivo da terra provoca o sedentarismo (moradia fixa em aldeias) e o desenvolvimento da vida em sociedade, também o surgimento de brigas entre os povos, assim como o regresso cultural e o aumento da população produtora de sebo suíno.
As primeiras aldeias são criadas próximas a rios, de modo a usufruir da terra fértil (onde eram colocadas sementes para plantio) e água para homens e animais. Também neste período começa a domesticação de animais (cabra, boi, cão, dromedário, etc). O trabalho passa a ser dividido entre homens e mulheres, os homens cuidam da segurança, caça e pesca, enquanto as mulheres plantam, colhem e educam os filhos. A disponibilidade de alimento permite também às populações um aumento do tempo de lazer e a necessidade de armazenar os alimentos e as sementes para cultivo leva à criação de peças de cerâmica, que vão gradualmente ganhando fins decorativos.
Surge também o comércio, o dinheiro, que facilita a troca de materiais, e que era, na época, representado por sementes. Estas sementes, diferenciadas umas das outras, representam cada tipo, cada valor. Uma aldeia, ao produzir mais do que o necessário e, para não perder grande parte da produção que não iria ser utilizada, troca o excesso por peças de artesanato, roupas e outras utensílios com outras aldeias.



Neste momento deixam de usar peles de animais como vestimenta, que dificultam a caça e muitas outras atividades pelo seu peso, e passam a usar roupas de tecido de , linho e algodão, mais confortáveis e leves. Essas mudanças de comportamento foram consideradas tão importantes que o arqueólogo Gordon Childe designou este momento de Revolução Neolítica, ou Revolução agrária, fator decisivo para a sobrevivência dos povos nesse período.
Os estudiosos acreditam que como o homem da Idade da Pedra não conhecia a escrita, ele gravava desenhos nas paredes das cavernas, que utilizava como meio de comunicação. O Neolítico, pelo fato de ter sido o último período pré-histórico, terminou com o surgimento da escrita. A transição do Neolítico para a Idade dos Metais (Idade do Bronze e Idade do Ferro) caracterizou a transição da Pré-História para a História
  • A crosta terrestre aquece, aumentando o nível dos mares e resultando em alterações climáticas.
  • Formam-se grandes rios e desertos, além de florestas temperadas e tropicais.
  • Animais de grande porte desaparecem e dão origem à fauna que conhecemos hoje.
  • A vida vegetal modifica-se, favorecendo a sobrevivência humana.
  • Dão-se grandes conquistas técnicas do homem que, aliadas às transformações do ambiente, permitem ao ser humano controlar gradativamente a natureza.
  • O homem aprende aos poucos a reproduzir plantas, domesticar animais e estocar alimentos.
  • A agricultura e a domesticação de animais favorecem um sensível aumento populacional.
  • Ampliam-se as conquistas técnicas, como a produção de cerâmica.
  • Os povos aprendem aos poucos como se organizar e trabalhar em sistemas cooperativos.


Revolução Industrial (Resumo)

 

A Revolução industrial foi um conjunto de mudanças que aconteceram na Europa nos séculos XVIII e XIX. A principal particularidade dessa revolução foi a substituição do trabalho artesanal pelo assalariado e com o uso das máquinas.

Até o final do século XVIII a maioria da população europeia vivia no campo e produzia o que consumia. De maneira artesanal o produtor dominava todo o processo produtivo.

Apesar de a produção ser predominantemente artesanal, países como a França e a Inglaterra, possuíam manufaturas. As manufaturas eram grandes oficinas onde diversos artesãos realizavam as tarefas manualmente, entretanto subordinados ao proprietário da manufatura.

Revolução Industrial
 A Inglaterra foi precursora na Revolução Industrial devido a diversos fatores, entre eles: possuir uma rica burguesia, o fato do país possuir a mais importante zona de livre comércio da Europa, o êxodo rural e a localização privilegiada junto ao mar o que facilitava a exploração dos mercados ultramarinos.

Como muitos empresários ambicionavam lucrar mais, o operário era explorado sendo forçado a trabalhar até 15 horas por dia em troca de um salário baixo. Além disso, mulheres e crianças também eram obrigadas a trabalhar para sustentarem suas famílias.
 

 Diante disso, alguns trabalhadores se revoltaram com as péssimas condições de trabalho oferecidas, e começaram a sabotar as máquinas, ficando conhecidos como “os quebradores de máquinas“. Outros movimentos também surgiram nessa época com o objetivo de defender o trabalhador.
O trabalhador em razão deste processo perdeu o conhecimento de todo a técnica de fabricação passando a executar apenas uma etapa.
 
A Primeira etapa da Revolução Industrial
Entre 1760 a 1860, a Revolução Industrial ficou limitada, primeiramente, à Inglaterra. Houve o aparecimento de indústrias de tecidos de algodão, com o uso do tear mecânico. Nessa época o aprimoramento das máquinas a vapor contribuiu para a continuação da Revolução.

A Segunda Etapa da Revolução Industrial
A segunda etapa ocorreu no período de 1860 a 1900, ao contrário da primeira fase, países como Alemanha, França, Rússia e Itália também se industrializaram. O emprego do aço, a utilização da energia elétrica e dos combustíveis derivados do petróleo, a invenção do motor a explosão, da locomotiva a vapor e o desenvolvimento de produtos químicos foram as principais inovações desse período.
A Terceira Etapa da Revolução Industrial
Alguns historiadores têm considerado os avanços tecnológicos do século XX e XXI como a terceira etapa da Revolução Industrial. O computador, o fax, a engenharia genética, o celular seriam algumas das inovações dessa época.
 
Obs: Interessados em assistir o filme Tempos Modernos completo, segue link a baixo.

https://www.youtube.com/watch?v=bDkM0ux6H50
 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL (Resumo)


O CENÁRIO NA EUROPA ANTES DA GUERRA.

Podemos considerar que as principais causas da Primeira Guerra “Mundial” de 1914 a 1918 são de ordem econômica. Os impérios Europeus acirravam os ânimos entre si devido a busca de regiões ricas em matérias primas para suas indústrias e de mercados consumidores para os seus produtos industrializados. As raízes do conflito encontram-se nas rivalidades históricas reavivadas por disputas no século XIX, na Europa verificava-se uma situação de conflito de interesses que colocava frente a frente uma série de países.

Vejamos alguns desses atritos:
·        
Inglaterra X Alemanha: As duas maiores potências industriais da Europa disputavam os mercados mundiais com extrema tenacidade. A Inglaterra tinha a vantagem de possuir mais colônias na África e na Ásia;
·         França X Alemanha: Ao unificar-se a Alemanha, anexou as províncias francesas de Alsácia e Lorena, ricas em ferro e carvão – base para a indústria. Isso estimulou um sentimento revanchista e anti-germânico nos franceses.
·         França X Itália: Esses dois países disputavam a posse da Tunísia, na África.
·         Rússia X Império Áustro-Húngaro: A Rússia era o maior dos países eslavos, e além de posicionar-se a favor da Sérvia na questão dos Bálcãs, ambicionava formar uma grande nação eslava sob seu comando.

A PREPARAÇÃO PARA A GUERRA
Os blocos militares  ou alianças militares, formados a partir de então foram os seguintes:

A) TRÍPLICE ALIANÇA: A Alemanha e o Império Austro-Húngaro assinaram, em 1879, um acordo de ajuda militar mútua. Posteriormente a Itália, em represália pela invasão francesa à Tunísia, aderiu à Tríplice Aliança em 1882. Entretanto, posição italiana nessa aliança foi dúbia desde o princípio. De forma que, secretamente os italianos assinaram um acordo com o bloco rival em caso de guerra, recebendo como recompensa colônias na África.

B) TRÍPLICE ENTENTE: Inicialmente existia um acordo entre França e Inglaterra (Entente Cordiale), no qual a primeira reconhecia as pretensões colonialistas da segunda e esta se comprometia a ajudar a França, no caso de uma agressão alemã. Em 1907 a Rússia adere ao bloco. Formava-se assim a Tríplice Entente.

Obs: Importante ressaltar que para os dois blocos militares organizados prevaleceu a máxima: "o inimigo do meu inimigo é meu amigo", ou seja, os países buscaram aliar-se com nações que possuíssem atritos com seus rivais.

Assim, percebe-se que a região balcânica era um verdadeiro barril de pólvora no começo do século XX. Como dizia na época: o inicio da guerra estava por uma centelha. Só faltava um pretexto para se atear fogo ao estopim nesse barril de pólvora. A fagulha ocorreu com o assassinato do herdeiro do trono austríaco, o Arquiduque Francisco Ferdinando.
Os assassinos de Francisco Ferdinando eram ligados ao movimento nacionalista sérvio, e, por isso, Áustria declarou guerra à Sérvia no dia 28 de julho do mesmo ano.
A Rússia manifestou solidariedade à Sérvia, e a Alemanha declarou guerra à Rússia, no dia 1º de agosto de 1914. Este horizonte de eventos desencadeou o conflito entre os países membros das duas alianças militares, arrastando o mundo para uma das mais sangrentas guerras do século XX.

Os primeiros movimentos da Guerra
Em 3 de agosto, a Alemanha declarou guerra à França, e no dia seguinte, invadiu a Bélgica. Na frente oeste, nos primeiros meses da guerra, a iniciativa coube aos alemães, que tomaram grandes extensões dos territórios belga e francês.

As Fases da Guerra
Podemos caracterizar a fase inicial da guerra pela ocorrência de um frenético avanço de tropas conquistando territórios e pelo elevado número de mortos. Estas caracteristicas fazem parte da primeira fase da guerra denominada de Guerra de Movimento. Contudo, o expressivo número de mortos nesta fase foi a motivo para a adoção de uma estratégia mais defensiva que procurava não expor os exércitos em campo aberto visando preserva-los das modernas armas de guerra e assim inicia-se uma nova fase.
 A segunda fase seria a Guerra de Trincheiras. Sem condições de manter o ritmo inicial, os exércitos alemães recuaram na frente oeste e retomaram os territórios na frente leste. Depois disso, tanto as forças da Entente como as da Tríplice Aliança mantiveram as posições e sem condições de romper as linhas das forças inimigas. Esta situação perdurou até praticamente o fim da guerra.

 Em maio de 1915, a Itália declarou guerra à Alemanha e à Áustria, teoricamente seus aliados. Esta atitude da Itália foi oportunista, esperava lutando ao lado da França e da Inglaterra, obter territórios nas províncias rebeldes e na África.
O esforço de guerra começou a ser sentido pelas populações dos países em guerra. A falta de alimentos, de matérias-primas e as condições de trabalho provocaram greves, motins e levantes operários, principalmente na Alemanha.
Na frente de batalha, o quadro se modificou profundamente depois de abril de 1917. Submarinos alemães afundaram navios norte-americanos, provocando a entrada dos Estados Unidos na guerra.
Os Estados Unidos já forneciam armas, munições e alimentos aos aliados.
Em 1917 (outubro/novembro), a Rússia saiu da guerra, depois que os bolcheviques (Revolução Russa) tomaram o poder. Este acontecimento deu condições para que a Alemanha prolongasse sua permanência na guerra por mais de um ano. Em 1918, os aliados dos alemães abandonam a guerra deixando-os sozinhos.
Em janeiro de 1919, começou a Conferência de Paz de Versalhes, que se encerraria em 28 de junho.
 
Tratado de Versalhes:
 
·       Criação da Liga das Nações, para mediar diplomaticamente os conflitos internacionais. A Liga foi o embrião da ONU, porém, já surgiu com seus poderes pouco efetivos. Isso porque a Alemanha, responsabilizada pela guerra, a Rússia, abalada pela Revolução socialista e os EUA, discordantes do Tratado de Versalhes, ficaram de fora desse organismo;
·        Estabelecimento de novas fronteiras. A Alemanha devolveu a Alsácia-Lorena para a França e cedeu territórios para a criação da Polônia como país independente. O território alemão ficou ainda dividido em duas porções pelo corredor polonês, para dar acesso ao mar à Polônia;
·        A Alemanha perdia suas colônias e ficava obrigada a desmilitarizar e limitar o efetivo do seu exército a 100 mil homens e a desmantelar as fortificações fronteiriças;
·        A Alemanha e seus aliados foram considerados responsáveis pela guerra e condenados a pagar pesadíssimas indenizações. As indenizações exigiram a entrega dos navios acima de mil toneladas e de diversos recursos naturais alemães aos países vencedores.
 Assim, os anos 20 foram tremendamente difíceis para a Alemanha, devido as imposições do Tratado de Versalhes, gerando um sentimento de frustração e revanche no povo alemão. Nos termos do Tratado de Versalhes encontramos entre outras as origens da 2ª Guerra Mundial.

 
Após as decisões do Tratado de Versalhes os EUA adotam uma política internacional isolacionista "dando as costas" aos países da Europa.

O Império Áustrro-Húngaro também foi penalizado no Tratado de Saint-Germain, que lhe tirou a saída para o mar e reduziu drasticamente seu território
 
As mudanças geopolíticas

No âmbito das relações econômicas e sociais, a I Guerra Mundial deu aos EUA a condição de maior potência econômica mundial. Os EUA entraram na guerra como devedores e saíram como credores.

 A Primeira Guerra Mundial trouxe também um nefasto saldo de algo em torno de 14 milhões de mortes. Pior do que isso, essa guerra, que antes de começar dizia-se que acabaria com todas as outras guerras, apenas acirrou ainda mais os ânimos dos países europeus, uma lamentável realidade que encaminharia a II Guerra Mundial, com danos ainda maiores.

domingo, 17 de agosto de 2014

A Guerra Fria - Resumo

A Guerra Fria tem início logo após a Segunda Guerra Mundial, pois os Estados Unidos e a União Soviética vão disputar a hegemonia política, econômica e militar no mundo. Agora os antigos aliados da 2ª Guerra estavam em lados opostos e os antagonismos entre eles afloraram. A União Soviética possuía um sistema socialista, baseado na economia estatizada, partido único (Partido Comunista), igualdade social e falta de democracia. A outra potência mundial, os Estados Unido, defendia a expansão do sistema capitalista, baseado na economia de mercado, regime democrático e propriedade privada. Diante de tantas diferenças a única característica que tinham em comum era possuir armas nucleares.
Entre 1947 até 1989, estas duas potências tentaram implantar em outros países, geralmente através de pressão política e militar, os seus sistemas políticos e econômicos. Esta disputa foi a chamada Política de Bipolarização, ou seja os demais países que compunham as peças do “tabuleiro de xadrez da guerra fria” gravitavam em torno dos EUA ou da URSS – era o mundo bipolar.

  
A definição para a expressão “guerra fria” refere-se ao conflito que aconteceu apenas no campo ideológico, não ocorrendo um embate militar declarado e direto entre EUA e URSS.
A expressão "Guerra Fria" surgiu em 1947, quando o assessor presidencial dos Estados Unidos, Bernard Baruch usou o termo para se referir à intensa rivalidade entre EUA e União Soviética após o término da Segunda Guerra Mundial.
 
Até mesmo porque, estes dois países estavam armados com centenas de mísseis nucleares. Um conflito armado direto significaria o fim dos dois países e provavelmente da vida no planeta Terra. Quando perguntaram ao famoso físico Albert Eisntein o que seria do mundo após uma guerra nuclear ele deu o seguinte vaticínio: "Não imagino como será uma eventual 3ª Guerra Mundial, mas certamente se houver espaço para uma 4ª Guerra esta será com paus e pedras". Apesar de alguns eventos tensos que deixaram o mundo apreensivo com a possibilidade do perigo real e imediato de uma guerra nuclear como foi o caso da crise dos mísseis de Cuba em 1962, EUA e URSS não chegaram as vias de fato, porém ao longo do século XX ambos acabaram alimentando conflitos em outros países como, por exemplo, na Coréia e no Vietnã.
Plano Marshall e COMECON
As duas potências elaboraram planos para desenvolver economicamente os países membros. No final da década de 1940, os EUA colocaram em prática o Plano Marshall, oferecendo ajuda econômica, principalmente através de empréstimos, para reconstruir os países capitalistas afetados pela Segunda Guerra Mundial. Já o COMECON foi criado pela URSS em 1949 com o objetivo de garantir auxílio mútuo entre os países socialistas.
  • OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte: (surgiu em abril de 1949) era liderada pelos Estados Unidos e defendia militarmente os países capitalistas.
 
  • Pacto de Varsóvia: era comandado pela União Soviética e defendia militarmente os países socialistas.
Corrida Espacial

Não foi somente em terra que EUA e URSS travaram uma disputa. Em busca de avanços tecnológicos ambos corriam para tentar atingir objetivos significativos na área espacial. Isso ocorria em virtude da disputa entre as duas potências, com o objetivo de mostrar para o mundo qual era o sistema mais avançado. No ano de 1957, a URSS lança o foguete Sputnik e coloca o primeiro satélite em órbita, mas coube a Yuri Gagarin a primazia de ver o planeta Terra do espaço. Doze anos depois, em 1969, o mundo todo pôde acompanhar pela televisão a chegada do homem a lua, com a missão espacial norte-americana.
Obs: Este aspecto da guerra fria foi bastante explorado por Hollywood nos filmes do Agente 007 - James Bond, Missão Impossível, etc.
 
Envolvimentos Indiretos entre EUA e URSS:
·         Guerra da Coréia: Entre os anos de 1951 e 1953 a Coréia foi palco de um conflito armado de grandes proporções. Após a Revolução Maoista ocorrida na China, a Coréia sofre pressões para adotar o sistema socialista em todo seu território. A região sul da Coréia resiste e, com o apoio militar dos Estados Unidos, defende seus interesses. A guerra dura dois anos e termina, em 1953, com a divisão da Coréia no paralelo 38. A Coréia do Norte ficou sob influência soviética e com um sistema socialista, enquanto a Coréia do Sul manteve o sistema capitalista. Atualmente a divisão das Coréias persiste e tecnicamente ainda estão em guerra, pois não foi assinado tratado de paz entre os coreanos.                                 
·         Guerra do Vietnã: Este conflito ocorreu entre 1959 e 1975 e contou com a intervenção direta dos EUA e URSS. Os soldados norte-americanos, apesar de todo aparato tecnológico, tiveram dificuldades em enfrentar os soldados vietcongs (apoiados e armados pelos soviéticos) nas florestas tropicais do país. Milhares de pessoas, entre civis e militares morreram nos combates. Os EUA saíram derrotados e tiveram que abandonar o território vietnamita de forma vergonhosa em 1975. O Vietnã passou a ser socialista.
 
·         Revolução Cubana: Embora tenha se tornado independente em 1902, Cuba foi durante décadas dominada economicamente pelos Estados Unidos, ao ponto destes apoiarem, em 1952, a ditadura de Fulgêncio Batista. Em 1956, o advogado Fidel Castro, ajudado pelo médico argentino Che Guevara, montou uma base rebelde na região de Sierra Maestra e inicia o combate armado. Em 1959 tomou a capital Havana e instaurou um governo revolucionário.  No poder Fidel inicia sua política de nacionalização atingindo várias empresas dos Estados Unidos instaladas em Cuba. Em represália os EUA decretam em 1962 um bloqueio comercial (que ainda está vigente). Fidel aproxima-se da URSS e torna Cuba o único pais socialista da América. Implantou melhoras sociais, especialmente em saúde e educação, mas a economia e a liberdade de expressão continuam precárias. A ilha foi governada por Fidel por 49 anos, em 2008 transferiu o poder para seu irão Raul Castro. Mesmo após o colapso do socialismo o regime cubano se mantém. Cuba ainda é uma espinha atravessada na garganta dos  Estados Unidos.
 
·         Outros conflitos: Além dos conflitos na Ásia (Coréia e Vietnã) os embates da Guerra Fria circularam pelo mundo. A Revolução Cubana liderada por Fidel Castro e Che Guevara e os Regimes Militares da América Latina em países como o Brasil, Chile e Argentina foram exemplos da política da Bipolarização e do "Big Stick".  Um dos derradeiros eventos desta natureza foi a invasão do Afeganistão pela URSS em 1980.
 
Fim da Guerra Fria
A falta de democracia, o atraso econômico e a crise nas repúblicas soviéticas acabaram por acelerar a crise do socialismo no final da década de 1980. Em 1989 cai o Muro de Berlim e as duas Alemanhas são reunificadas. No começo da década de 1990, o então presidente da União Soviética Mikail Gorbachev começou a acelerar o fim do socialismo naquele país e nos aliados. Com reformas econômicas, acordos com os EUA e mudanças políticas, o sistema foi se enfraquecendo. Era o fim de um período de embates políticos, ideológicos e militares. O capitalismo vitorioso, aos poucos, foi implantado nos países socialistas A queda do Muro de Berlim (Muro da Vergonha) foi a representação simbólica do triunfo do Sistema Capitalista no contexto da Guerra Fria.

O Muro de Berlim
Alçado a condição de ícone da Guerra Fria, o muro de Berlim tornou-se um marco de uma época que dividia um povo, que separava o mundo em dois polos. 

Para meu amigo Bill de Nez


O meio de transporte do passado, do presente e com certeza do futuro. Utilizada em vários momentos da história, a "bike" esta mais presente do que nunca.

Pensar em mobilidade urbana é construir ciclovias e incentivar o uso das magrelas!!

Fortificações de Santa Catarina

Com o objetivo de aprimorar os conhecimentos sobre a formação do território Brasileiro e a História de Santa Catarina, tenho o costume de organizar visitas de estudos as fortificações Catarinenses anualmente. 
 
Os estudantes se divertem e conhecem um pouco mais sobre esse importante período da nossa História.
 
O sistema defensivo da Ilha de Santa Catarina, atual Florianópolis, foi idealizado pelo Brigadeiro José da Silva Pães, engenheiro militar português e primeiro governador da Capitania de Santa Catarina. Posteriormente, chegou a possuir mais de 12 fortificações, sendo que as construções mais significativas deste sistema são as fortalezas de Anhatomirim, Ponta Grossa e Ratones, na Baía Norte, e a Fortaleza de Araçatuba, na Barra Sul.
 
Segue algumas fotos da ultima saída a campo (12/10/2013), incluindo o passeio de escuna. Para maiores informações acessem os sites: